CASA DE LUZ
Não se pode forçar as palavras a surgirem. Nem se muda o curso dos rios e a sintonia frágil de nossas lembranças. O meu corpo responde com palavras e suspiros. Não os possuo, nem os controlo. Penso que sim, mas sei que me engano. Tenho apenas a minha voz, por dentro e por fora. Meu templo é a palavra. E a palavra é o que meu corpo sente. Eu tento cantar isso. Quero abrir um clarão em meio às névoas.
Certa noite, sonhei acordado um mantra pessoal que aqui partilho com vocês:
"Esta é uma casa de luz, morada do amor".
E naquele momento dormi banhado de um paz inenarrável.


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